augusto's profileCOMPANHIA DE CAÇADORES 3...PhotosBlogListsMore ![]() | Help |
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
COMPANHIA DE CAÇADORES 3440SANGUE QUE SE PERDE NÃO TEM FÉ, NEM LEI,NEM SEMELHANTE
|
July 02 Natal de 1971
Em 1971 o Movimento Nacional Feminino (MNF) estrutura das senhoras do regime fascista, liderada por 'Cilinha' Supico Pinto, que garantia aerogramas gratuitos e madrinhas de Guerra para escreverem aos soldados, tabaco distribuído no cais de embarque e abre-latas endereçados para o mato, tinha produzido no Natal de 1971 – 300 mil LP enviados para África, com mensagens e anedotas, fados e cançonetas. É deste disco colhido aqui pela Net, que deixo aqui algumas passagens.
June 08 Encontro 2009
Ontem dia 7 de Junho, mais uma vez a família e amigos da 3440, se reuniram para o já tradicional almoço convívio.
Lisboa, foi o local de encontro e de entre as “cerimónias” de boas vindas aos que pela primeira vez se reencontram, este encontro teve o seu ponto alto na homenagem prestada ao nosso saudoso e amigo Correia. Presente a sua esposa e uma filha, que receberam, das mãos do nosso camarada Virgílio Caseiro, uma salva com a imagem do Correia gravada.
Usou depois da palavra o nosso António (Alferes), que lembrou a nossa passagem por Angola e considerou esta homenagem um reconhecimento àquele que nos anos 90 deu início ao reencontro da família 3440.
Fica aqui mais uma nota também ela reveladora dos tempos. O nosso fadista de serviço – o Barata –, desta vez não cantou o seu fado que sendo sempre o mesmo, não deixava de ser escutado com o silêncio que se exige nestas circunstâncias.
Mas, estava lá o Santarém (Amílcar) que lembrou de uma das músicas cantadas, pela nossa “claque” de apoio a equipe de futebol de salão da Barraca, o que proporcionou alguns momentos de franca animação.
Este ano, foram muitos os que não estiveram presente, os tempos são de alguma contenção económica, com o desemprego a atingir alguns desses camaradas. Para eles aqui ficam os votos de que a sua situação se altere rapidamente.
Reencontramos o foto-cine da CCS, uma das vítimas da emboscada, na qual o batalhão sofreu o maior número de vítimas.
Foi com redobrada emoção que recebemos este camarada, que com o risco de vida levava às companhias alguns momentos que nos faziam esquecer o local onde nos encontrava-mos. A todos os presentes e aos ausentes um bem-haja.
May 24 Puta de Pátria
Esperávamos em silêncio
Três Tristes Tempos e o Regresso do Melro Preto José Noronha Bretão
May 16 Homenagem
Os mortos do Batalhão de Caçadores 3856
Angola 1971 / 1973
JÚLIO AUGUSTO DE ALMEIDA Buarcos Figueira da Foz Sld CCac3440/BCac3856 21-02-72
JOSÉ CLARA MONTEIRO - Moimentinha Trancoso Sld BCac3856 (CCS) 21-03-72
ANTÓNIO DE JESUS TEIXEIRA - Campanhã Porto 1Cb BCac3856 (CCS) 01-05-72 A
ARMÉNIO OLIVEIRA ALVES - Miro - Friúmes Penacova Sld BCac3856 (CCS) 01-05-72
DOMINGOS AUGUSTO VIEIRA - Miragaia Porto 1Cb CCac3440/BCac3856 01-05-72
NUNO JOSÉ RIBEIRO HENRIQUES - São Sebastião da Pedreira Lisboa Sld CCac3440/BCac3856 01-05-72
ANTÓNIO AUGUSTO OLIVEIRA CUNHA - Ramirou - Casal Vasco Fornos de Algodres Sld BCac3856 (CCS) 02-05-72
MANUEL MARTINS DA SILVA - Estela Póvoa do Varzim 1Cb CCac3440/BCac3856 22-09-72
JOSÉ BELO PIRES - Salavessa - Montalvão Nisa 1Cb BCac3856 (CCS) 23-09-72
ELÍSIO ALVES DA SILVA - Chança de Baixo - Fiães Santa Maria da Feira Sld CCac3439/BCac3856 31-05-73
MANUEL SIMÕES COLAÇO - Quinta do Meiral - Lousã Lousã Sld CCac3440/BCac3856 03-12-73 A
April 24 Abril O meu primeiro Abril
Em 1973 em meados de Junho nas nossa tertúlias ao fresco da noite na Barraca,(1) vai-se lá saber como cai a noticia de que o General Spínola então comandante na Guiné teria uns milhares de homens para criar uma revolta no Puto.(2)
As noticias corriam de boca em boca tal como as musicas proibidas e as originais que mais tarde viriam a dar lugar ao Cancioneiro do Niassa, que uns dizem ser de Moçambique, mas que talvez transportado pelo bate picadas (3) de província em província. Com eles assim sem censura a correrem de um lado para o outro tudo era possível. Eram como se diz hoje “fugas de informação”
… como tudo começa.
Tinha embarcado em Luanda a 23 de Abril e depois de 8 horas e pouco os meus pés voltaram a pisar solo luso já no dia 24 de Abril de 1974.
Como a tropa é uma organização desorganizada fui informado de que deveria ir para Chaves fazer o espólio. Enfim bem argumentei mas… Depois de algumas horas em casa, rumei a Chaves. Já a viagem decorria entre a Régua e aquela cidade quando fui abordado pelo revisor do comboio, que sabendo da minha condição de soldado me perguntou:
- Bem de Lisboa? Sim respondi. Num tom de algum alarmismo diz-me ele: -Parece que anda para lá tudo aos tiros, que houve uma revolta, sabe de alguma coisa? Não. Quando sai de lá estava tudo bem. Não diz ele, – e acrescentou –, já ouvi na rádio andam aos tiros. Fiquei admirado, e ao mesmo tempo apreensivo, afinal eu ainda era militar e disse cá para os meus botões: queres ver que ainda não é desta que deixo o feijão verde.
Numa estação que agora não recordo, o comboio parou e saímos todos, pessoal de C.P. e passageiros que não eram muitos àquelas horas da manhã.
Na estação pude então ouvir que de facto algo se passava. Só em Chaves tomei realmente conhecimento do que se estava a passar.
De regresso a casa e depois de alguns contra tempos dos quais o mais difícil de passar foi ter de vir a pé de Esmoriz para casa uma vez que depois de tantos quilómetros percorridos, com a barriga colada às costas adormeci no comboio. Já era o dia 26 quando entrei em casa. O meu Pai ainda se encontra a pé com os rádio ligado muito baixo a ouvir as noticias, chorando de alegria.
Então pai como é? Porque choras? Que se passa afinal de concreto? Só tive uma resposta. Acabou. Fui dormir, afinal as revoluções demoram a passar e sono tinha eu q.b. amanhã logo saberei o que se passa, pensei.
No dia seguinte os jornais a rádio e televisão foram-me pondo ao corrente do que se estava a passar. Foram dias vividos ainda numa confusão danada pois tudo era informação e contra informação, mas o mais difícil estava feito.
“Aqui (Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se devem conservar com a máxima calma.”
Contrariando o apelo feito pelos revoltosos o Povo estava na rua o que segundos alguns nasceu de um descontentamento de oficiais depressa se tornou na revolução dos cravos. Assim nasceu um novo Portugal.
Para traz ficaram longos anos de uma ditadura cega aos ventos que corriam. Em breve todos os filhos desta pátria regressariam das ex-colónias e entre eles um irmão meu.
Esta era a primeira grande mudança na minha vida. "Sei que estás em festa, pá Fico contente E enquanto estou ausente Guarda um cravo para mim". Tanto mar
Chico Buarque
1 - Barraca - Povoação em Angola
2 - Puto - Designação de Portugal
3 - Bate Picadas - Aerograma
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
O tempo da sua visita ao meu trabalho foi de
![]() Minutos![]() SegundosAgradeço a sua visita.Volte sempre
Aviso legalConquanto pretenda fazer aqui uma utilização sempre cuidadosa e nunca abusiva de textos e imagens, poderá inadvertidamente ocorrer o uso indevido de obras protegidas por direitos de autor. Porém, e sempre que a lei assim o determine e seja eu do facto informado, procederei de imediato às correcções que obviamente se imponham.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|